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domingo, 4 de janeiro de 2015

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Todos os dias eu escolhi você. Em todas as manhãs também.
É aquela sensação maravilhosa de que tudo está exatamente onde deveria estar.

Mas e agora, onde está tudo exatamente? 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Revitalização

É bem possível que no meio do caminho eu erre. É quase certeza que, em algum momento, eu vou desistir de acertar. Haverá um dia em que eu vou me tornar justa polícia de mim e descobrir as fraudes que nem a mim enganam (tão amadoras!).
A chuva é um prazer que eu não posso estragar. Mas a vida, não. A vida haverá sempre de ser culpa minha.
Eu poderia evitar as ações e, portanto, os erros. Mas já aí burlaria a minha própria cartilha, aquilo que me torna algoz e vítima de mim.  
Errar é clichê. E clichê é humano. Ser humano movimenta a vida.
Eu poderia lutar contra o erro, mas é a contraposição que vitaliza as jornadas.
A existência só é válida quando é vital. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Diálogo I ou Desconforto ( vai que a gente resolve escrever mais tarde)

                                                                                                    * Com Lr Araujo.



‎- É como no xadrez: as peças brancas devem começar.

- Eu não sei jogar xadrez.

- Mas não é justo, eu não estava no começo!

- Eu não estava no fim mas nem por isso me ausento dele.

- Já acabou pra você?

- Eu sempre fico mastigando.

- Acho que esse é o problema.


[...]


- Mas como acaba?

- Mastigando, oras. É sempre almoço pra quem tem fome.

- E é sempre fome pra quem não tem almoço.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Coito Interrompido

Tem aula boa que dura pouco. Tem gentileza que acaba. Tem trabalho pra fazer de domingo e louça brotando da casa do belzebu. A bolacha acaba antes do queijo e a esteira da linha amarela divertida de correr só funciona quando tem gente olhando.


Puta sacanagem!

A favorita.

Das saudades que vou sentir, os suspiros nostálgicos. As minhas alegrias guardadas nas paredes, as minhas revoltas justas da idade. Os planos (e promessas) pro futuro, as minhas listas de afazeres exagerada. Os itens que eu vou desistir de cumprir no primeiro convite para ir ao parque...

Todas as lágrimas melindradas por questões que no fim não chegaram nem perto de acabar com a minha alegria e as pessoas que considerei de minha posse. O chão onde pisei com o sempre mesmo tênis da moda (confortável e barato. Perfeito!), os diferentes papéis de bala que eu guardo num abraço muito apertado de mim.

As vistas que eram, em cada ano, diferentes. O Sol que batia cada vez em um lugar (ou pessoa) e ofuscava qualquer fórmula muito batuta de matemática que eu ainda não entendo. A pretensão de ter tido aquela sacada inédita, aquela maturidade e genialidade que só uma pré-adolescente pode ter a certeza de ter e só um professor muito paciente pode relevar.

O apego aos cheiros e às cores. O peito estufado, a sensação de que ninguém no mundo tem tanta ciência da felicidade que tem. Um milhão de aventuras que nem foram tão aventuradas e não chegaram nunca ao grau de uma advertência (mas ousaram correr de um inspetor só para ter do que correr; a emoção está no cansaço).

Problemas que eu trouxe de fora e me ocuparam aqui dentro, os olhos concordantes e sempre mutuamente compreendidos. A comum disposição do mundo.

O meu tesouro juvenil e muito particular guardado nas paredes e as vidas que os adultos que com o tempo foram virando amigos viram desabrochar. As minhas predileções pessoais, tão cativadas e bem quistas...

E pensar que quem passa por você nem te dá essa bola toda!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Culposo

... E quando eu voltar, não saio mais. De mim não arredo o pé.


!

Até que o pé arrede de mim. Aí decido o que fazer ...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Seis da tarde em plena praça da Sé.

Essas fragilidades escondidas no que você chama de tempo. É tudo uma grande bagunça numa festa que, na verdade, nunca teve hora pra acabar. Parece que nunca te contaram que nenhuma brincadeira de esconde-esconde tem graça se você se esconder direito. Todos assistindo enquanto os teus botões simplesmente param de responder...




Seria realmente muito mais fácil te julgar se essa carapuça não coubesse também [e especialmente] em mim.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Poemática.

Eu, ao invés de reduzir o mundo, compro alças mais resistentes pra que ele não se esvaia no caminho. Enquanto isso, quem vai ficando sou eu. 




*‘Nasço amanhã

Ando onde há espaço’                          Meu tempo é quanto?


....

A incoerência é que, ainda que congruentes, tempo e quando já não tão cabendo em mim.

E em você?



*trecho de Poética - Vinícius de Moraes.

sábado, 11 de junho de 2011

Not a big deal.

Há dias em que o Sol não sai, é verdade. Mas o frio é tão confortável e conhecido quanto qualquer coração [ou ego?] partido.
Existiram pedaços que eu perdi. Mas aqueles que eu ainda não achei são provavelmente muito mais graves e exigem muito mais atenção, infinitamente mais de mim. 

Há dias em que o Sol não sai. Mas ainda assim é preciso dar o exemplo. E se ele não sai, saio eu. Saio de qualquer batalha que não seja minha, qualquer resquício da minha intromissão.

Há também o dia em que o Sol, tão tímido quanto as minhas certezas, dá as caras. Há - graças aos céus - o dia em que ainda é sábado e a vida é, por enquanto, um grande ensaio.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Recomeço

Não era que fosse alheia; era que não se via. E não percebia, também, que a cada tentativa frustrada de convencer os outros, estava implorando para que eles a aceitassem.  Mas eu a perdoei, ainda que ela me implorasse para escondê-la deles. E ela me perdoou, ainda que eu tenha atendido seu pedido.

terça-feira, 1 de março de 2011

Pintura Íntima


   Falemos a verdade, muito mais que isso é o carnaval. Não são as plumas e nem as luzes, são as mulheres.
   Eu e você sabemos que é aí, na pintura do corpo que as mulheres se fazem íntimas de si.
   E qual não é a beleza de uma mulher em sua – mesmo que pequena – expressão?
   Ainda as tímidas que se recolhem ao feriado de descanso se fazem belas no acordar da data; e as moralistas devem de apontar a depravação sambando suas próprias rédeas. A privação da carne desfaz a privação do eu e na pintura íntima de suas revelações estão as mulheres a confirmar: o carnaval é todo dia.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

[des]amor intelectual

- Mas a verdade é que somos ditongos, meu bem. Não há como mantermos nossa individualidade. Um de nós haverá sempre de ser semi vogal, nunca inteira. Ainda que me diga que se completam, as vogais e as semi vogais têm papeis separados hierarquicamente. O jeito então é sermos hiatos, eu de cá, você de lá.  Compreende?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

[indi]gente.

Só que foram esquecidos. Ou talvez lembrados demais. Há uma linha tênue entre atenção, preocupação e nada. Sim, porque nós, os seres humanos, não sei se por natureza, vivemos à mercê da conveniência; e não se pode ser completamente conveniente e completamente gente ao mesmo tempo.
Mas têm nomes e isso te obriga a pensar.
Podem viver em qualquer lugar. Mas livres? Penso que não. Só se faz ( ou será que deixam fazer?) livre o ser que é. O que obviamente é impossível. Não se é. Nem eu, nem eles. Nem nós.
Mas ainda assim, têm nomes e isso me obriga a pensar.
Pensar que talvez pudessem ir, que talvez quisessem. Ou quem sabe, não liguem mais. Mas todos nós sabemos que há um preço.
Eu, eles e você sabemos que quem sai do inferno perde o direito ao pecado. E o pecado é tudo que os protege.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Face a face.

                                                                                                   
Sempre que penso em te deixar, o mundo chove. A natureza entristece e o amor lamenta minha impaciência. O céu derrama a sua tristeza e o frio é glacial. O frio é dentro e o frio é fora. As músicas se fazem em arranjos tristes e a voz lenta e baixa emudece em pausas, morre de vida demais. É como se os anjos estivessem lutando para que eu não me desistisse. O mundo chora, eu impotência. E os rostos, os rostos encaram com os olhos juízes; cobram as promessas que o vento não é nunca capaz de entregar. Sempre que eu penso em te deixar, a sua existência é aqui. E é só aí que aparece a tua face: na face do abandono.


                                                                                                           * Esse é um texto antigo e um pouco incompleto.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Parto ou Renascimento.

Eram quatro e tantas de uma outra tarde. E já que era tarde, era também tarde para ir a qualquer outro lugar.


Era Manuel; que por sua vez era de vinte e tantos de idade e mais uns tantos de altura.

Esperava, como sempre, o ônibus que, como sempre, se atrasara. Mas, como sempre, havia sempre algo a ler em algum lugar de uma mochila que carregava sempre três coisas essenciais: um livro, um guarda-chuva e um agasalho para as esperas de frio.

Não que se permitisse o inusitado, mas também não era tão rotineiro assim. Gabava-se até os últimos fios de cabelo preto dos dias em que, burlando a chatice de uma vida monótona, faltara ao inadiável emprego de operador de telemarketing.

Mas antes que penses mal dos seus valores, é necessário olhá-lo de fato. Explico: Manuel era sozinho. Talvez não de marré deci, porque de marré deci era pobre, mas era sozinho de solidão. Era sozinho de sentimento, o coitado. Era Manuel de algo com Silva e disso sentia orgulho. Minto, não era sozinho. Mas só não o era por ser soberbo.

Já cansado da exclusão da leitura, Manuel – ou Manéco, como sua avó o chamava quando pequeno - decidiu-se por participar da vida; havia pessoas ali e isso devia ser interessante de alguma forma.

E foi olhando cada olho que – como um crime – não o olhava que Mané - como o chamava Cintia, a menina da mesa ao lado – percebeu-se observado.

Eram olhos novos em rosto velho. Era ela saudável, negra e sádica. Eram tantas as marcas daquele rosto e eram tão teatrais as curvas daquela coluna que ali estava ela para a perigosa não-apatia. E aí Manuh – como chamara certa vez uma quase-namorada - aprendeu a desamar.

Desamou aquela mulher como nunca antes desamara alguém. Sentiu repulsa por aqueles braços fracos e por aquela vida que ela vivera. Era ela ninguém, mas era ela a vida que ele não queria tomar nos mesmos goles dolorosos. Manuel, agora único, personificou-se. E quando o fez amou-a como nunca antes amara alguém.

Quis ele ajoelhar-se aos seus pés e pedir perdão pelo que o seu mundo a fizera. Quis chorar com ela as marcas pesadas dos antepassados que ele matou e quis dizer que ‘Agora estava tudo bem’.

Já estavam para lá das marginais e já não importava o estar. Manuel amou com o desamor mais profundo a si mesmo e agora sim nascera.



Era agora sim ser humano.



Manuel tinha agora o mundo nas costas, e não mais nas mãos.



Manuel deu sinal. Sua mãe acenou.

domingo, 28 de novembro de 2010

Serenade

Às nem meias-noites dançavam - ou será que viviam? - as todas bailarinas. Corporizavam ou almatizavam, nunca se saberá, uns sons de mais um desses de uns outros lugares. Eram azuis as meninas enfileiradas; balas azuis em mesa preta embaladas em papel branco, mas nem um pouco comestíveis. E tão alcançáveis que de dentro eram.


Que se eram muitas, de uma teriam de ter vindo. Que se era uma, explodia-se de tantas.

Sincronizavam-se as meninas voando e invejando-se umas as outras pela beleza de todas juntas. E juntas voavam-se as belas enlaçando todas pernas de bonitas a nascer.

Eis que chega a traje roxo – que roxa podia ser a pele – um donzelo único ciscando entre as cabritas. E foi aí que as meninas separaram-se em unidade e dançaram cada uma em nome do próprio desamor.

Mas houve, porém, aquela única, que embora de igual túnica destacou-se na escuridão do primeiro lugar. Foi então a escolhida e deslizando entre as demais a princesa tratou-se de - com certa arrogância, é verdade - princesar.

As meninas desbotadas já agora ultrajadas demais para continuar, recolheram-se ao descanso.

E o casal de tom frio e quente foi gozando nos instantes o bonito do dançar. Eram mesmo completantes e se não eram amantes, eram amores a se encontrar.

Mas ainda que eternos, os casos mais ternos um dia têm de acabar; e voltaram as injustiçadas, ainda muito mal-amadas dançando até confundir. Já não se sabia quem era a primeira e desistindo do amor, o rapaz apaixonado decidiu-se por sair.

Não houve o choro esperado e as moças no tablado voltaram a bailar.

Houve, claro, outros roxos estonteantes buscando suas amantes e as tirando para dançar, mas nada como a primeira que perdendo as estribeiras foi ao canto talvez lamentar.

Caiu-se a pequena escolhida pela inocência de numa zinha confiar. Ficou deitada talvez chorando, talvez morrendo; talvez morresse de tanto chorar.

Veio o galã em instantes buscando por sua amante como aquele que não quis acreditar. A tira colo tinha a zinha que além de beleza ordinária – talvez pelo coitado papel – tinha as mãos nos olhos do pássaro roxo que minutos antes pulava parecendo voar.

Convencido do fim da matéria, como um Romeu fora de era, o rapaz foi embora, ainda que olhando para trás.

Mas na injusta posição de vida, a princesa ainda caída acordou-se para a morte – ou para vida – com o azul a lhe doer de tão sozinho.

E num final blasé vieram os outros, em vontade duvidosa, já que agora o espetáculo parecia terminar. Foi em glória e postura carregada a menina dura em braços alheios, rapazes fortes a se iludir. Iam-se todos e até a platéia, que a essa hora já estava a aplaudir.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

³

Diga-me carinho meu,
Já eu num dia ocupado deixei de te lembrar?
Esquecida que sou, carinho, não me lembro se lembrei de não te esquecer.

Ah, meu mimo, que pecados injustos já eu não cometi contigo?
Já eu na roda do teu umbigo me perdi pensando no futebol.
Pode em meio a tanto carinho, teu beicinho de tristeza não me chamar?
Não pode não, anjinho, é mentira só pra te irritar!

Mas tu sabes que desde que me consagre tua,
serei pra ti nua; de corpo e de coração.
Teus olhinhos manhosos e às vezes chorosos hão sempre de me derreter.
E se olhares pro lado, bichinho, verás que com carinho estou cá eu a te envolver.

Meu anjo mimado de carinho enrolado no meu cobertor,
Já eu num dia ocupado deixei de te lembrar?
Difícil!
Esses seus olhos de artifícios serão sempre as minhas prisões.
Prisões de amor, carinho, prisões pra eu sempre me lembrar de nunca te esquecer.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Viagem

Era em face de loucura leve. Quem sabe apenas tédio de abandono, posto que havia muito desde a última refeição. No sono doentio resolvera por deitar-se, vez ou outra lhe ocorriam dessas peculiaridades.

Havia em sono a Lua em cinza cor e a rua banhada pela noite também doente; um desejo de uma ânsia tomara suas idéias. Coitada! Já turvas o suficiente eram suas certezas!

Mas andava pelo medo do nada; estagnada só em sentimento, prometera a si mesma.

Em algum lugar do nada em sonho sabia que procurava um rosto. Um rosto de olhos, narizes e sopas. De letrinhas, por favor. Eram sim as palavras que lhe faltavam; era sim o verbo de face finda que procurava. Já doente da preguiça do tempo e do espaço, sabia que havia algo pelo que saber.

Fora então guiada pela fome e pela sopa. Era, então, andarilha das letras. Seria quente enquanto pudesse. Mas, até quando seria gente?

Em procissão monótona já caminhara de São Paulo a Mônaco e de novo à púrpura leveza do deslocamento. Era suficiente, decidiu.

Por intuição abriu uma porta e estava ali o hall e um pequeno elevador. Era fome e acomodação incômoda. Voltou-se então à sopa. Mas pera lá! Que desapego o dessas letras! Injuriada, recusou-se a mergulhar. Mas era tarde e era ânsia. Era seu nome o de ninguém.

Abriu-se um chamado e foi o barulho de chaves. E desmaiou. Deixou-se cuidar; era essa a sua sopa e era esse o quente da pele dourada.

Era dia, e era vida; já era hora e a hora era de se curar.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Briga de gigantes

Olhos tão grandes quanto a pequena Lua.
Sorriso auto-suficiente, brilhante por si só.
Talvez por isso os olhos se fechem quando o sorriso vem.
Não, não tem nada a ver com as maçãs do rosto. É autoridade irresistível, mesmo.

domingo, 3 de outubro de 2010

Eternamente responsável. (por aquilo que cativam)

Hoje no caminho para votar – digo, enquanto atravessava a rua entre minha casa e o local de votação – lembrei que há algum tempo, quando mudamos para cá, não havia vaga nesse mesmo colégio e não foi possível transferir o título. Quando em março consegui a façanha de votar em frente à minha casa, não me atentei ao enorme luto que ali se iniciava.

Uma vez que as vagas estavam todas preenchidas, foi preciso que alguém saísse dali pra que eu entrasse; e aí entrou meu desespero. O que houve com esse ‘alguém’?

E se fosse esse alguém um velhinho muito do simpático que chegava pontualmente às oito horas para votar, sorria para os mesários e entregava um pacote com pedaços de bolo de chocolate com amêndoas que sua esposa preparara?

Eu não levei bolo aos mesários! Aliás, nem me lembro se sorri pra eles!

Se esse senhor – Joaquim, porque Joaquins são, em geral, gentis ao ponto de levar bolo – se importava o suficiente para isso, deve ter morrido; porque, vocês hão de concordar comigo que o Seu Joaquim nunca desistiria de votar só por não ser mais obrigado. Ele com certeza morreu!

E eu ali, desalmada, tomando o lugar do sorridente Joaquim! Que mesquinhez! E se o neto dele quisesse iniciar o seu ato de cidadania no mesmo lugar?!

E se aqueles pedaços de bolo eram importantíssimos para o Bruno – agora presidente da seção? E se a filha do Bruno estiver em casa esperando o bolo que o seu Joaquim levava?

De certo que a culpa dessa frustração em cadeia não é minha. Mas não terá sido insensibilidade da minha parte esquecer que tudo que é nosso já foi de alguém e que quando assumimos é preciso manutenção?

Já está decido: na próxima votação levo bolo!

Mas de morango pra não criar um ciclo vicioso.